Categoria: Administração

Como saber se uma empresa vai falir

Nesse artigo conheça os principais sintomas que uma empresa apresenta antes de morrer ou falir.

Se você trabalha em uma empresa, independente do porte dela, e almeja saber com antecedência seu futuro na empresa confira então alguns aspectos se a empresa onde trabalha vai bem ou mal das pernas.

Rumores – Os colaboradores/funcionários começam a especular

Se você não é do departamento financeiro da empresa então poderá saber se sua empresa vai bem ou mal por outros meios como um rumor vindo de algum vazamento de informação da parte financeira da empresa.

A parte financeira de uma empresa é super importante e com toda a certeza tem um peso enorme no que concerne se a empresa vai falir ou não. Se um gerente financeiro souber como anda o fluxo de caixa da empresa então ele vai saber se uma empresa corre o risco ou não de falir ou entrar em recuperação judicial.

A empresa começa a reduzir custos e gastos

Se antes a empresa tinha um custo variável e fixo numa proporção corriqueira e passa a ter esses custos diminuídos é de certo que algo está mudando, mas não se sabe se é para melhor ou pior.
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Ás vezes se reduz custos e gastos para aumentar o caixa da empresa e usar o dinheiro para outro fim como expansão da empresa.

Já uma empresa a beira da falência faz a redução dos custos e dos gastos com muita rapidez deixando até de honrar com seus compromissos (atraso de pagamento por exemplo).

Há demissão em massa

Um dos aspectos dessa situação de falência é a demissão em massa. Se uma empresa está mal ela não medirá esforços para demitir, seja do colaborador da baixa hierarquia até os colaboradores da alta cúpula.

Nessa situação é bom indo procurar outro emprego rapidamente.


Fluxo de caixa positivo e negativo

Afinal, o que é um fluxo de caixa?, em poucas palavras, é uma das coisas mais importantes que um administrador deve se preocupar incansavelmente quando se administra um negócio/empresa do começo ao fim de determinado período – É a forma como a empresa usa o dinheiro, é o comportamento com relação ao que a empresa gasta ou investe e o que entra de dinheiro no caixa.

Mas o fluxo de caixa não é somente no ambiente organizacional que podemos nos deparar. Em nossa vida particular, quando recebemos nosso salário por exemplo ou mesmo um dinheiro de algum trabalho feito, o fluxo de caixa também vai existir, o mesmo se o dinheiro for gasto com alguma coisa (pagamento de contas pessoais etc). O fluxo de caixa pode ser positivo, negativo, e mesmo não ocorrer em determinado momento (exemplo: durante uma semana o dinheiro não saiu da sua conta bancária e também não entrou dinheiro).

No caso desse artigo iremos falar sobre o fluxo de caixa empresarial, sua importância e também exemplos. O fluxo de caixa pessoal será feito em outro artigo com dicas e exemplos.

Imagine o que seria de uma empresa sem uma boa gestão financeira em curto, médio e longo prazo? simplesmente a empresa iria à falência, ou no mínimo ficaria inadimplente e não conseguiria produzir o que é preciso devido a falta de dinheiro ou liquidez para comprar matéria prima e até mesmo pagar os colaboradores no tempo certo. Isso acarretaria em queda das ações na bolsa de valores caso a empresa seja de capital aberto – É de certo que os investidores não comprariam ações de uma empresa que não possui um caixa saudável, pois sem isso a empresa não pode aprimorar seus equipamentos e produzir mais e com mais qualidade.

Uma empresa sem um gerente financeiro adequado certamente está fadada ao fracasso. Por isso esse assunto é delicado e requer extrema cautela em escrever. Vamos discutir, de forma detalhada e dando exemplos como uma boa gestão financeira vai favorecer não somente o fluxo de caixa da empresa mas a empresa como um todo e também o que significa um fluxo de caixa positivo e negativo de fato.

O Fluxo de caixa de uma empresa pode ocorrer todos os dias

O que queremos dizer com isso é simples, todo o dia a empresa pode fazer compras/investimentos e vendas. Todo o dia pode entrar e sair dinheiro do caixa da empresa. A saída de dinheiro da empresa significa um fluxo de caixa negativo mas não quer dizer que é prejudicial a empresa. O fluxo de caixa positivo, também não quer dizer que é uma boa coisa, afinal, a entrada de dinheiro em um curto espaço de tempo, dependendo também da quantia, não significa que a empresa esteja bem financeiramente.

Exemplos? imagine se a empresa não consegue mais vender um determinado produto ao preço almejado devido a concorrência do mercado estar alta, ou então a oferta estar muito maior que a procura. Fica difícil dizer que a entrada de dinheiro com relação a quantia é algo positivo. De fato o é, por ter entrado dinheiro, mas a curto, médio ou longo prazo isso já é outra história se considerarmos as despesas e custos que a empresa possui ao longo do período para pagar e honrar seus compromissos.

É preciso analisar a empresa como um todo, para isso a analise do fluxo de caixa deve ser feita com o intuito de saber se a empresa está solvente ou insolvente a curto, médio e longo prazo, e ajuda a prever o que vai acontecer, se o caixa da empresa estiver diminuindo é sinal que poderá haver possíveis momentos de inadimplências como atraso a pagamento de fornecedores, atraso de salários etc…Fluxo de caixa

O que é uma análise do fluxo de caixa

De forma minuciosa o gestor financeiro ou mesmo administrador vai acompanhar durante um curto período de tempo como se comporta o fluxo de caixa da empresa. Mas, não deve apenas fazer isso, antes mesmo de começar essa analise do presente, deve começar também do histórico do fluxo de caixa da empresa. Deve encontrar onde a empresa estava insolvente e até mesmo solvente e analisar ao decorrer dos dias, meses ou mesmo anos passados o fluxo de caixa e seu comportamento (negativo, equilibrado ou positivo). Detectado os períodos com maior fluxo de caixa negativo nota-se a falta de competência de administração/gestão financeira, como por exemplo, comprar algo que não vai ser usado o mais rápido possível com o intuito de converter o uso do equipamento/objeto/outros em entrada de dinheiro. Temos que ressaltar também os erros que o gestor financeiro comete ao autorizar comprar determinadas coisas em momentos errados pelo almoxarifado ou outros departamentos – O bom gestor financeiro encontra meios de melhor comprar o equipamento, financiando ou emprestando dinheiro de instituições como o BNDES para comprar o equipamento e não usar dinheiro próprio; utiliza-se capital de terceiros no caso.
Administrando o caixa da empresa
É preciso ter consciência que o caixa da empresa é vital, praticamente todos os departamentos dependem de materiais e de pessoas qualificadas com o intuito de exercer uma função que a empresa necessita – Empresas optam por terceirização com o objetivo de não pagar muito por um funcionário que é exclusivo no mercado de trabalho. Ás vezes a empresa opta pelo empréstimo como uma estratégia financeira para comprar determinado equipamento por exemplo, ou mesmo pagar dívidas atrasadas (como já falado anteriormente).

Mas não é somente isso, trabalhar com estoque mínimo é também uma maneira bastante inteligente de ajudar o caixa da empresa.

  • Exemplo de resultados ao final de um período devido ao fluxo de caixa de uma empresa fictícia.

Posição de caixa - histórico 2011

Independente de não haver o tipo de fluxo de caixa e também independente de se assemelhar com um fluxo de caixa pessoal, nesse gráfico podemos notar o histórico da posição do caixa ou o resultado em dinheiro ou mesmo dívidas de uma empresa após o comportamento do fluxo de caixa de uma empresa fictícia ao longo do ano de 2011 – Temos então a posição do caixa nesse gráfico em conformidade com a tabela, que mostra em alguns meses mais saída de dinheiro do que entradas durante os meses de março, abril, maio, junho e outubro que ocasionou em uma posição de caixa negativa, isso é bastante ruim pois isso pode indicar que a empresa não conseguiu honrar com alguns dos seus compromissos nesses meses embora a empresa tenha conseguido se recuperar nos últimos meses.

Durante os meses do ano de 2011 houve mais entrada do que saída de dinheiro, basta somar todos os meses que entrou dinheiro e subtrair com os meses que saiu dinheiro. Feito isso, temos a certeza que entrou mais dinheiro do que saiu, o resultado foi: 43.000 positivo se comparado com os saldos de caixa negativo e positivos. Tendo em vista esse dado, o gestor financeiro ou o responsável por administrar o caixa poderá tomar medidas com o objetivo de equilibrar as contas e assim não perder o controle do caixa nos momentos em que é preciso honrar com os compromissos.

Mas, não é somente isso. O responsável pelo caixa da empresa deve entender que até o final de 2011 sobrou apenas 12.000. Isso indica que a entrada de 43.000 a mais do que saiu de dinheiro é pura ilusão. Só serve para orientar o responsável do caixa a respeito do que é preciso fazer para que esse dinheiro seja melhor empregado considerando os custos fixos e variáveis a ponto da diferença de 43.000 com relação ao saldo negativo, seja equilibrada e o saldo de caixa possa ser positivo em todos os meses do ano no próximo exercício/período.

Apesar dos meses em que o caixa da empresa esteve com saldo positivo, como foi o caso dos meses de Janeiro, Fevereiro, Julho, Agosto, Setembro, Novembro e Dezembro, não significa que a empresa esteja bem. O declínio da posição do caixa com saldo positivo no início ou ao final do período em que se analisa o caixa é um alerta de que a empresa está perdendo dinheiro. A lógica é simples, nesse caso, se a empresa tinha uma posição de caixa de 30.000 em janeiro de 2011, e em fevereiro de 2011 ficou com 25.000 significa que entrou menos dinheiro do que saiu – A empresa pode ter investido ou mesmo gasto 5.000 a mais com relação ao que entrou (que no caso não sabemos por enquanto pois não discriminamos as entradas e saídas com base nos tipos de fluxo de caixa).

Apesar de não termos discriminado os tipos de fluxo de caixa deu para ter uma pequena noção de como se faz ou funciona um fluxo de caixa através da posição do caixa da empresa ao final de cada mês/início de mês – Podemos dizer também que o fluxo de caixa é a forma como a empresa investe ou gasta o dinheiro.

Não devemos jamais apenas analisar por longo prazo. Devemos também analisar a curto e médio prazo. Por exemplo, devemos também analisar todos os dias o comportamento do caixa da empresa. A dica é criar uma planilha com 12 colunas e 31 linhas que representam respectivamente os meses e os dias (e desconsiderar os dias onde o mês é inferior a 31 dias), para termos uma analise do fluxo de caixa mais detalhada e com base nisso saberemos o comportamento diário do fluxo de caixa da empresa. É aconselhável discriminar tudo que entra e sai do caixa da empresa. Mas isso deve ser feito em outra planilha no mesmo documento e que pode servir como apoio à outra planilha para saber o que foi comprado e o que foi vendido. Isso faz do fluxo de caixa mais claro para os administradores e também profissionais da área de finanças. Um exemplo, imagine que a empresa no mesmo dia gaste R$500,00 com algum tipo de mercadoria e receba nesse mesmo dia R$1.500,00 de vendas de produtos. Ao final do dia a empresa teve um fluxo de caixa positivo de R$1.500,00, um fluxo de caixa negativo de R$500,00 e um saldo positivo/posição de caixa de R$1.000,00 + (o que já havia no caixa) que será considerado no próximo dia como caixa inicial ou dinheiro em caixa.

Analise de fluxo de caixa por dia no mês

Digamos que temos o histórico do mês de janeiro por dia do ano de 2011 de determinada empresa.

Posição de caixa diário mês janeiro 2011 exemplo

Podemos notar nesse simples exemplo dos dias de janeiro do ano 2011 um histórico de posição de caixa positivo em diversos dias. Tivemos no dia 25 a maior quantia de dinheiro no caixa ao final do dia e tivemos no dia 21 o maior saldo de caixa negativo. Mesmo assim encerramos o mês de janeiro de 2011 com entradas bem superiores às saídas. O resultado foi 30.000 a mais de dinheiro que entrou se somarmos todos os dias, porém, ao final de janeiro a posição do caixa ao final de janeiro de 2011 foi de 4200 (que sobrou em caixa ao final desse mês).

Nesse caso dos dias o gestor financeiro deve, em minha opinião, manter a posição do caixa sempre positiva. Se não, a empresa não vai poder honrar com seus compromissos e isso indica uma possível recessão ou mesmo recuperação judicial se a mesma acumular muitas dívidas sem ter o devido retorno dessas dívidas geradas, o mesmo para o final de cada mês, deve adotar medidas para a posição do caixa ser sempre positiva ou, em outras palavras, ter sempre dinheiro disponível. Como solucionar esse problema de liquidez? dependendo do caso, o corte de gastos (coisas que são menos importantes) e também fazer um empréstimo compatível com o fluxo de caixa da empresa pode resolver esse problema dependendo do caso (em um momento de crise por exemplo), à curto, médio ou longo prazo.

Isso é importante entender, analisar e descobrir, não somente nos dias em que a empresa teve um saldo de caixa negativo, mas também aprimorar o saldo de caixa positivo nos dias em que foram positivos uma vez que a empresa tem como base a soma de todas as posições de caixa dos dias de janeiro e percebe-se a entrada de 30.000 a mais com relação aos saldos negativos. Serve como orientação isso ao gerente ou gestor financeiro que pretende deixar o saldo do caixa da empresa positivo todos os dias do mês. Mas o número 30.000 é pura ilusão, mas que serve como referência para futura administração do caixa.

Nesse exemplo, pode ter faltado dinheiro em muitos dias para que a empresa pudesse honrar com seus compromissos, isso deixa a entender que a empresa não estava indo bem em alguns dias do mês de janeiro de 2011. A consequência disso pode ser inadimplência com os fornecedores ou mesmo atrasou pagamento de salários, de matéria prima ou despesas.

O gerente financeiro vai precisar adotar medidas para aumentar ainda mais o resultado positivo do caixa ao final do mês/início do mês utilizando de meios de financiamento ou mesmo sugerir ao setor de compras a cotação de materiais para produção mais baratos, comprar matéria prima/outros em momentos certos que faça o dinheiro ser “segurado” ou evitar ao máximo que a liquidez da empresa diminua. Ou mesmo emprestando dinheiro a juros adequados.

Infelizmente algumas vezes quando a empresa está insolvente, o gerente financeiro em conjunto com o administrador da empresa deve alertar que a empresa precisa demitir o mais rápido possível com o objetivo de “equilibrar as contas” e a empresa não correr o risco de ficar inadimplente e posteriormente ir à falência.

Em todo caso, nesse exemplo, temos uma posição de caixa satisfatória na maioria dos dias. Um detalhe importante que devemos destacar é que um fluxo de caixa positivo, negativo (ou mesmo sem fluxo algum) em um dia não quer dizer que a empresa está bem ou mal. Não podemos isolar um único dia e dizer que a empresa vai bem caso o fluxo de caixa seja positivo no dia. Assim nos dias seguintes e também meses. As empresas possuem dívidas, e muitas vezes as dívidas são exorbitantes ocasionando em uma necessidade de fluxo de caixa positivo todos os dias e em quantidades compatíveis com aquilo que ela precisa para honrar com seus compromissos.

Agora iremos complicar um pouco a situação.

Exemplo planilha de fluxo de caixa de empresa fictícia

Exemplo planilha fluxo de caixa

Nesse caso discriminamos cada entrada e saída de dinheiro. Ao final de cada mês tivemos a posição do caixa e como podemos notar temos no mês seguinte o caixa positivo ou negativo.

Por uma má administração financeira ou mesmo um mal estar no mercado, a empresa ficou devendo nesse exemplo 735 no fim do mês de julho de 2013 e vai levar essa mesma posição de caixa para início do mês de agosto de 2013. Então a empresa nesse caso teve um descontrole financeiro que ocasionou em falta de pagamento de alguns de seus compromissos. Como o valor não é tão grande então os investidores, caso a empresa seja de capital aberto, não ficariam tão preocupados uma vez que nos meses seguintes a empresa teve um fechamento de fluxo de caixa bastante satisfatório do início do mês ao final do restante dos meses. Respectivamente temos 739 ao final de agosto e início de setembro, 14.290 ao final de setembro e início de outubro, 10.618 ao final de outubro e início de novembro, e 1.413 ao final de novembro. Essa brusca queda no fechamento de caixa ao final de novembro pode ser um alerta ruim, uma vez que a empresa pode não ter comprado nenhum novo equipamento ou o mercado não estiver adquirindo mais seus produtos como antes, que é o que realmente ocorreu, entrou apenas 8.034 com relação a venda de produtos que a empresa produziu no mês de novembro. E tem mais, houve um grande aumento em gastos com divulgação, o valor foi de 2.560, bem maior que nos meses anteriores. E isso não surtiu efeito satisfatório nas vendas a ponto de gerar vendas compatíveis com o que foi investido em divulgação/publicidade/propaganda.

Quais são os tipos de fluxo de caixa de uma empresa

Podemos classificar como Fluxo de caixa operacional (que tem relação com a venda de produtos), temos também Fluxo de caixa de financiamento (se a empresa emprestar um dinheiro para comprar um equipamento gera-se então um fluxo de caixa de financiamento). E para finalizar temos o fluxo de caixa de investimentos. (digamos que a empresa resgate dinheiro aplicado e com ele vem os juros ou empresa compra um novo equipamento para aumentar sua produção, expandir-se etc… a empresa então gera um fluxo de caixa de investimento).

Fluxo de caixa durante um ano completo

Fluxo de caixa completo de empresa ano todo

Nesse exemplo consideramos os tipos de fluxo de caixa e discriminamos cada um deles com seu respectivo valor (positivo/negativo ou entradas/saídas de dinheiro).

Podemos notar que o item depreciação é marcado como um fluxo de caixa operacional positivo. Isso significa que a depreciação tem relação com o retorno que o equipamento está dando em conformidade com o dinheiro investido. Nota-se então que valeu a pena comprar o equipamento. Isso também significa que depreciação não significa sempre redução ou algo que está se “deteriorando”. Depende muito, se o equipamento está dando retorno e em média a depreciação é 10% ao ano, se o equipamento comprado for bem empregado nas atividades que a empresa mais gera dinheiro é possível que o retorno que o equipamento dá ao caixa da empresa seja superior a depreciação. Exemplo? imagine que uma máquina custou R$50.000,00, todo o ano ela tem uma depreciação de 10%, ou seja, todo o ano ela perde R$5.000,00 de valor de mercado, se o retorno da máquina for superior a R$5.000,00 torna-se então uma depreciação não negativa ao caixa da empresa e sim positiva que é o caso do fluxo de caixa logo acima (R$2.000,00 de retorno a mais no fechamento do ano de 2011).

Já no item diminuição em contas a receber significa que a empresa recebeu antes do próximo exercício ou durante o ano mais do que se esperava (dentro dos períodos de curto, médio e longo prazo) e é por conta disso que gerou caixa com relação a isso.

No item aumento em contas a pagar, isso significa que se o estoque foi comprado à crédito ou se algo foi pago, então a diferença no valor devido de um ano para o outro tem de ser subtraída do lucro líquido. Se houver uma quantidade que é devido ainda, em seguida, todas as diferenças terão de ser adicionado a um lucro.

E para finalizar, no fluxo de caixa de financiamento, temos 3.000 em títulos a pagar. Como emprestamos 3.000 e iremos pagar no próximo exercício então soma-se ao fluxo de caixa final da empresa. Temos então uma posição de caixa de R$51.000,00 para o próximo ano.

O histórico do fluxo de caixa de um ano/mês/dia da empresa deve ser muito bem arquivado com o objetivo de ser estudado no futuro e saber as causas de possíveis problemas com o caixa como falta de dinheiro em momentos importantes de compra e até mesmo evitar uma possível falência da empresa – Os investidores precisam conhecer como a saúde financeira da empresa está e o que o empresário está fazendo com o dinheiro, se está investindo para aumentar a produção e vender mais é sinal de que a empresa vai bem mesmo aumentando o fluxo de caixa negativo do fluxo de investimento.

Resumindo o que é fluxo de caixa positivo e negativo

Uma empresa pode usar um fluxo de caixa para prever o fluxo de caixa futuro, isso significa que haverá maior flexibilidade empresarial no que concerne aos investimentos futuros de expansão da produção da empresa. Para os investidores, o fluxo de caixa reflete a saúde financeira de uma empresa: basicamente, quanto mais dinheiro disponível para as operações de negócios, melhor. Porém isso não é regra geral. Ocorre algumas vezes um resultado de caixa negativos devido ao grande investimento que a empresa faz para ampliar sua produção.

Ajustando os resultados como a receita, o investidor pode obter uma imagem muito clara do que algumas pessoas consideram o aspecto mais importante de uma empresa: o quanto de dinheiro que gera e, particularmente, o quanto de dinheiro entra com a venda dos produtos produzidos e o reflexo do investimento de alguma ampliação para produzir mais e vender mais.


Qual a diferença entre custo e despesa

Ainda há dúvidas com relação ao custo e a despesa por parte de muitos administradores formados e recém formados. Não é somente os administradores graduados. São também outras pessoas que possuem essa curiosidade que atuam na área de produção e também finanças. Vamos esclarecer então com um exemplo bem simples a diferença entre custo e despesa de forma que as dúvidas com relação a isso irão desaparecer.

Exemplo simples da diferença entre custo e despesa

Com base na ilustração abaixo fica fácil entender a diferença entre custo e despesas.

Diferença entre custo e despesa

É simples, o custo está diretamente relacionado com a produção do produto. A despesa por sua vez, está relacionada com outras coisas que também são importantes na fabricação do produto, mas indiretamente faz parte ou não tem a ver diretamente com a produção do produto em si. Exemplo, imagine uma empresa que produz Tablet, ela tem sua linha de montagem com 10 colaboradores que trabalham do começo ao fim do processo de produção desse Tablet. Eles estão envolvidos no custo de produção. A matéria prima usada, a energia usada para produzir o produto do começo ao fim é o custo de produção. A despesa tem a ver com outros departamentos que são importantes para a empresa como um todo. Comumente o transporte dos produtos, manutenção dos equipamentos, e outros departamentos que não tem relação com a produção do produto em si são despesas para a empresa. Mas, em todo caso, despesa não é sinônimo de algo negativo ou algo ruim para a empresa, tudo tem seu devido valor. O que seria de uma empresa que fabrica Tablet’s sem o departamento de contabilidade, finanças e outros departamentos para poder comprar a matéria prima, fazer o balancete, balanço, fazer a DRE e especificamente fazer a declaração dos impostos que a empresa precisa pagar? Seria um desastre.

Custos fixos e variáveis

Os custos fixos/despesas são aqueles que independente do tamanho da produção irão surgir da mesma forma, por sua vez os custos variáveis são aqueles que emergem devido ao volume de produção – Quanto mais se produz mais se tem custo variável devido ao aumento de compra de matéria prima.

Exemplo custo fixo e variável

No caso do custos fixos pode ser o seguinte:

Custo com salários de colaboradores não envolvidos diretamente na produção
Custo com transporte ( mas nem sempre, dependendo do volume da produção pode se encaixar no custo variável devido a quantidade de viagens que o caminhão ou automóvel faça para entregar os produtos acabados )
Custo com manutenção

No caso dos custos variáveis pode ser o seguinte:

Custo com materiais de embalagem
Custo com matéria prima ( diversas )
Custo com Salários de quem está envolvido diretamente na produção
Custo com energia ( quanto mais se produz, maior o custo com energia )

Então todos os departamentos são importantes, alguns são despesas e outros são custos para a empresa. No entanto sem a sinergia, ou a união de todos esses departamentos o produto não seria feito no preço e qualidade almejada pelo mercado.


Por que devemos trabalhar com estoque muito baixo

Trabalhar com estoque baixo é uma necessidade das empresas que almejam ter um fluxo de caixa positivo. É preciso “segurar o dinheiro” ou a liquidez da empresa pode ser prejudicada. Adotar o estoque mínimo é a estratégia mais inteligente que qualquer gerente de compras ou mesmo gerente financeiro em conjunto com o gerente de compras poderiam fazer pelo caixa da empresa. Vamos pensar melhor sobre isso e veremos que trabalhar com estoque mínimo é super importante para a subsistência de uma organização e também poupar espaço físico dentro dela.

Exemplo de uso de estoque mínimo/baixo

Imagine uma empresa que atua no mercado automobilístico. Ela fabrica carros e depois ela vende esses carros fabricados para o varejo.

Sabemos que uma linha de produção deve estar em funcionamento 24 horas por dia. Mas por quê? simples, se uma linha de produção, considerando que fabrique carros (deduzimos que é uma linha grande), pára, a empresa começa a gerar custo maior de produção devido aos colaboradores não estarem produzindo o suficiente a fim do custo ser diluído. Isso significa que teremos menos carros ao final do dia por exemplo e não conseguiremos diluir o custo por produto fabricado. Isso implicaria em sérias consequências para o caixa da empresa.

Muitas empresas adotam férias coletivas com o objetivo de não manterem a maioria dos colaboradores envolvidos na produção do produto com o objetivo de não gerar banco de horas nem horas extras. Afinal, as férias coletivas geralmente ocorrem devido a “baixa do mercado” – Quando as vendas caem, é normal ocorrerem as férias coletivas. Também temos que ressaltar que as férias coletivas ocorrem devido a manutenção de equipamentos também. Mesmo os colaboradores em férias coletivas, seria menos oneroso ao caixa da empresa pagar o salário + abono pecuniário. O pior mesmo seria deixá-los na empresa sem estarem produzindo. Ainda nesse caso as empresas adotam a melhor forma possível de controlar o caixa com as férias coletivas pois o colaborador receberá no dia 5 do mês subsequente apenas alguns benefícios mas não o salário. Porém recebe o salário e mais o abono pecuniário quando sai de férias. Então temos ai um intervalo grande até a empresa pagar novamente o salário ao colaborador como se estivesse normalmente trabalhando (caso a empresa precise dar férias coletivas por 30 dias por exemplo). Mas, infelizmente em alguns casos a empresa precisa demitir o funcionário a fim de evitar uma possível inadimplência com seus fornecedores ou mesmo não conseguindo pagar o salário aos seus funcionários. Pior ainda é ela entrar em recuperação judicial. Então, um administrador de verdade sabe como deve agir nesse caso.

O estoque nesse período torna motivo de extrema cautela/controle. Se trabalharmos com um estoque mínimo teremos menor custo e um caixa maior nesses períodos de baixa demanda e muita oferta. O objetivo disso é usar tudo que há no estoque ( incluindo vender o mais rápido possível o produto acabados ) até esse momento de baixa acabar e indo comprando aos poucos para continuar produzindo de forma lenta e com poucos colaboradores na ativa.

Estoque mínimo - Como saber a quantidade certa

Exemplo de fluxo de caixa com estoque mínimo – Ponto de Equilíbrio

Digamos que em momento de alta ou venda em excesso, a empresa precise comprar no mínimo R$100.000,00 em matéria prima incluindo insumos e outras coisas como materiais de embalagem etc. Nesses R$100.000,00 estão as mercadorias necessárias para que o produto seja fabricado em perfeitas condições e seja vendido ao preço almejado. Digamos também que a empresa tenha uma margem de lucro por produto vendido de R$100,00. E sabemos também que a máquina que produz o produto possui uma despesa mensal de R$8.000,00 com manutenção. O custo de produzir esse produto é de R$50,00 por unidade utilizando todos os materiais necessários para o produto sair em condições adequadas da empresa e ser vendido ao consumidor final, também temos que considerar o custo de energia, coloque mais R$2.000,00. E tem mais, os colaboradores que fazem parte diretamente da produção desses produtos juntos geram um custo de R$50.000,00 por mês.

Então, uma empresa tem que considerar o custo e a despesa / Custos variáveis e os custos Fixos para se chegar a um ponto de equilíbrio e claro, no lucro. O custo se refere ao que tem a ver diretamente com a produção do produto, as despesas se referem com coisas que não tem a ver com a produção diretamente do produto mas são importantes como no caso do transporte dos produtos e imprevistos. Digamos que outras despesas gerem algo em torno de R$5.000,00 mensais. Em outras palavras, as despesas são como os custos fixos que independe da quantidade de produção, vão surgir da mesma forma, e os custos são como os custos variáveis que aumentam devido ao volume de produção.

Uma tabela de exemplo de custos fixos pode ser a seguinte:

Custo com salários de colaboradores não envolvidos diretamente na produção
Custo com transporte (mas nem sempre, dependendo do volume da produção pode se encaixar no custo variável devido a quantidade de viagens que o caminhão ou automóvel faça para entregar os produtos acabados)
Custo com manutenção

No caso dos custos variáveis pode ser o seguinte:

Custo com materiais de embalagem
Custo com matéria prima (diversas)
Custo com Salários de quem está envolvido diretamente na produção
Custo com energia (quanto mais se produz, maior o custo com energia)

Para mais informações sobre custos leia diferença entre custo e despesa

Linha de produção - Custo e trabalho

Se quisermos gerar um ponto de equilíbrio teremos que produzir no mínimo e no máximo 1.650 unidades desse produto e garantir a venda deles. Pois somando tudo que precisamos em momentos de alta R$100.000,00 (matéria prima) + R$50.000,00 ( custo dos colaboradores envolvidos diretamente na produção ) + R$8.000,00 (manutenção de máquina) + R$2.000,00 (custo de energia) + R$5.000,00 (despesas com transporte etc…) dá R$165.000,00.

Sabendo que a margem de lucro é de R$100,00 por produto vendido temos então que vender no mínimo 1.650 unidades dele, e se quisermos lucro teremos que fabricar e ter a certeza de venda de mais de 1.650 unidades.

Partindo desse principio, teremos o estoque enxuto nesse período de alta. Claro que esse exemplo é bastante simplório e grosseiro, afinal, a empresa é feita de diversos departamentos, se fôssemos considerar todo o corpo de funcionário da empresa e também as despesas que esses departamentos criam teríamos que pôr ai mais essa quantidade e novamente encontrar o ponto de equilíbrio disso tudo com o objetivo de não ter prejuízo, também teríamos que comprar mais matéria prima e produzir mais unidades, isso acarretaria em mais pessoas trabalhando e mais custo, e quanto mais custo maior a necessidade de diluir ele para não afetar o caixa da empresa. Mas como é para exemplo simples ficou interessante daquela forma (apenas para ter uma noção de como funciona).

O mesmo serviria para os períodos de baixa. Encontrar o ponto de equilíbrio entre receitas e despesas incluindo custo é primordial para trabalhar com estoque muito baixo sem ter problemas de falta de matéria prima.

Veja que em nosso exemplo o custo com matéria prima é alto (que geralmente é também na realidade das empresas) e se ele não for controlado devidamente, o fluxo de caixa da empresa vai sofrer muito se fizermos compras em momentos errados e isso pode acarretar em inadimplência por parte da empresa.

Just In Time – modo de produção japonesa

Empresas como Toyota adotam modo de produção Just In Time ou ao pé da letra “na hora”. E é exatamente isso. Existem etapas no processo de fabricação que podem surgir estoques e isso não acontece no Just In Time. É feito um produto por vez por isso o estoque torna-se mínimo durante essas etapas de produção, acumulando então o mínimo de estoque ou em alguns casos, estoque 0 que vai contribuir de forma inteligente com o espaço físico da empresa (não haverá motivos para ter um espaço grande entre uma etapa e outra para estocar matéria prima ou mesmo o produto em processo de fabricação) .

Quando uma dessas etapas possuem um “gargalo” ou atraso, simplesmente toda a produção pára com o intuito de não gerar estoque e também solucionar rapidamente esse gargalo que pode ter ocorrido devido a um defeito na linha de produção por exemplo.


Líder – Como identificar um dentro de uma equipe de trabalho

O líder, sem dúvida, é uma das coisas mais difíceis de encontrar no mercado de trabalho. A primeira situação que indagamos sobre determinadas pessoas apesar de demonstrar ser um líder é a confiança que ela vai nos proporcionar ( As vezes nossa concepção de liderança está ofuscada por bons modos e também pessoas que motivam, mas um líder não é somente isso, se fosse, certamente muitas empresas já teriam ido à falência ). O líder de verdade, para identificá-lo é preciso muita cautela. Afinal, não queremos dar “liberdade ou autonomia” para determinada pessoa sem conhecer realmente quem é líder de verdade. Vamos ver, ao decorrer do artigo, quem é um verdadeiro líder.

Identificando um verdadeiro líder – Dicas

  • Não se equivocar é o primeiro!
  • Quando um gerente de uma equipe está constantemente lidando com pessoas vai notar as diferenças de cada uma. Também o gerente vai notar que há alguém “especial”. Dentro de uma concepção pobre, o gerente que já tem experiência, pode “achar” que encontrou um líder para assim delegar-lhe funções que exija mais daquelas responsabilidades que o mesmo possui.

    Acreditar que descobriu um líder só por causa que os demais da equipe “gostam” dele é puro equívoco e ingenuidade. O verdadeiro líder possui inúmeras qualidades e o tempo e as situações adversas vão dizer quem realmente é o verdadeiro líder de sua equipe.

    Identificando o líder, primeiros passos.

  • A resiliência é inerente ao líder.
  • Quando a “coisa está feia” ou o trabalho está muito intenso o líder demonstra resiliência até completar o trabalho ou persistir trabalhando durante uma situação adversa. Em tempos de crise, não há momento para choramingar, o trabalho deve ser concluído o mais rápido possível para que as coisas melhorem e a empresa possa continuar. O líder não age sozinho, nessas situações, vai saber de cara quem é apto a determinadas funções para ajudá-lo a completar a tarefa. O líder sabe, de forma minuciosa e também abrangente tudo que os demais sabem, porém, se destacam os bons funcionários para agilizar o trabalho e concluir com excelência. Em momentos de dificuldade as escolhas, tomadas de decisões do verdadeiro líder são precisas e rápidas.

    O líder verdadeiro da equipe é quem motiva e faz boas críticas.

    Sem uma pessoa para ensinar-lhe a tarefa, nada adianta continuar na empresa pois o colaborador vai ficar desmotivado e isso vai ocasionar em atrasos em entrega de projetos e também prejuízo de qualquer espécie. Saber dosar as críticas é muito importante. Dar feedback para determinado colaborador é o mesmo que arriscar-se a conseguir um amigo ou um inimigo – As vezes o colaborador não consegue diferenciar uma crítica construtiva de um insulto. Cada caso é um caso, saiba dialogar da devida forma e as coisas vão fluir.

    O líder jamais deixa seus colegas na mão.

  • Disposição não falta para um líder ensinar os seus colegas de trabalho.
  • Sem um verdadeiro amigo dentro da equipe que “saiba tudo” ou possa auxiliá-lo a encontrar soluções é muito provável que a equipe fique desorientada e tome decisões precipitadas e isso vai ocasionar novamente em prejuízo.

    A comunicação de um líder dentro da equipe é entendida por todos/ou a maioria

    Um líder sabe bem se expressar e isso é ótimo uma vez que a comunicação dentro de um ambiente de trabalho precisa ser limpa. Sem uma pessoa que está à par de tudo a comunicação pode não ser clara. O líder conhece e se informa sobre tudo!

    O líder possui empatia muito mais aguçada do que qualquer um.

    Quando as coisas não estão indo muito bem conforme o planejado a intuição não falta para o líder alertar aos seus superiores de que “algo está errado”. O mesmo ocorre com pessoas desmotivadas, o líder reconhece a desmotivação a quilômetros de distância. São essas pessoas, apesar de não “mandarem em ninguém” que são peças chaves na subsistência de uma empresa.

    O líder jamais nega qualquer tipo de trabalho.

    Como identificar um líder em uma equipe de trabalho
    Se tiver que limpar o banheiro da empresa ou varrer o chão o líder o fará com gosto, mesmo não recebendo nada por isso. Por falar em ganhar, o colaborador que apresenta características de um líder jamais pede aumento salarial. O motivo disso é que o colaborador com características de liderança não enxerga o próprio umbigo, ele quer compartilhar suas conquistas com os demais de sua equipe ( coisa bem difícil de encontrar hoje em dia ). É nesses momentos que o líder, por falta de aumento salarial e também de ver seus colaboradores ganhando aumento por a “equipe estar indo bem” ( caso esteja ), acaba saindo da equipe ou mesmo da empresa com proposta melhor de emprego ( então, fique de olho para não deixar esse capital intelectual escapar ).

    E por último. O líder é facilmente identificado por ser “querido”

    Quem é bem falado na equipe ( não somente no aspecto profissional, mas também no aspecto pessoal ) é mais uma característica de um líder dentro da equipe. O colaborador que é acometido com elogios por ser uma pessoa “legal” é querido pelos seus companheiros e mesmo se souberem que ele ganhou um aumento salarial ou algo do tipo não sentiram “remorso” por ele ter conseguido e eles não. A resposta para isso é que existem pessoas tão queridas na empresa que mesmo que elas sejam condecoradas os demais acabam se sentindo seguros de que poderão conseguir aumento ou crescimento profissional dentro da empresa. Essa é uma das saídas para um gerente ou supervisor dentro da empresa quando lhe é dado o desafio de dar aumento salarial ( seguir esses passos vai auxiliar muito para quem merece receber aumento ou qualquer promoção ).


    Como um diretor de uma multinacional pensa e age

    Para os poucos que atualmente estão como diretor de uma empresa multinacional, é imprescindível ter uma enorme capacidade para, no mínimo, se manter como diretor de uma empresa de porte multinacional. Vamos ver mais detalhes nesse artigo como um diretor de uma multinacional pensa e que medidas geralmente tomam para uma empresa conseguir alcançar os objetivos mais promissores e também mais ousados.

    Jamais um diretor deve confundir o seu cargo com outro!

  • Tem diretor que teima em ser um simples chefe de departamento
  • É incrível, mas tem diretor que precisa ou que se faz ainda de um simples chefe. Quando uma equipe de trabalho não possui um bom gerente o mesmo recorre ao diretor, isso é extremante grave. A autonomia de um departamento depende de um bom gerente. Os diretores precisam então de bons gerentes gerenciando a parte técnica e também estratégica de seus departamentos, afinal, o diretor está posicionando os gerentes da devida forma para que os mesmos possam produzir com mais eficiência e assim a empresa reduzir custos e o melhor, tempo nas implementações como no caso de novas tecnologias e estrutura seja ela qual for. Resumindo, a função básica de um diretor é facilitar a vida dos gerentes e do gerente geral caso a empresa tenha. O staff ou aquele que está intermediando ou aconselhando deve ficar fora disso, o diretor tem que saber muito bem posicionar e facilitar a vida dos gerentes de Como um diretor pensadepartamento para que os mesmos possam estar preparados e enfrentar os projetos vindouros e presentes. O diretor então deverá separar a parte técnica da parte estratégica, o diretor pode até conhecer como funciona toda a empresa tecnicamente mas quem faz o trabalho manual/delega o trabalho manual e faz todos os cálculos são os gerentes. Estrategicamente os gerentes são para os departamentos e como “alimentador de feedback” do que ocorre na empresa e o diretor pode não captar e receber detalhes importantes e minuciosos para tomada de decisão – É o gerente que pode fazer isso.

    Resumindo, o diálogo entre diretor e gerentes precisa ser de forma muita transparente e fortalecidas (confiança entre eles e a confiabilidade dos dados e informações passadas é primordial), a comunicação precisa ser limpa, sem ruídos e objetiva, nada de lero lero e o trabalho vai fluir.

    O jogo que os diretores precisam fazer

  • Sem o controle como em uma partida de xadrez, vai perder no jogo ou no tempo
  • Ser diretor de uma empresa, ainda mais multinacional, significa estar jogando a todo tempo. Vou lhes explicar o porquê. Os gerentes são as peças do jogo, cada um tem sua posição no jogo e sua importância. Parece injusto ou desumano isso, mas é a mais pura realidade. O diretor que não pensar dessa forma vai ter problemas, sérios problemas em melhorar a empresa como um todo. Afinal, se tratando de uma multinacional e também do tamanho, digamos umas 300.000 pessoas trabalhando nessa empresa, há situações de possuírem diretor de departamento, como diretor de produção, diretor de custos, mas no caso, nossa empresa de exemplo é multinacional mas não tão grande. O diretor então é diretor geral, e seus departamentos possuem gerentes. Digamos que 16 gerentes na matriz da empresa (para exemplificar).

    Gerente de produção
    Gerente de RH
    Gerente de Custos
    Gerente de Qualidade
    Gerente de Finanças/financeiro
    Gerente de T.I
    Gerente de Segurança do trabalho
    Gerente de Marketing
    Gerente de Departamento pessoal
    Gerente de Almoxarifado
    Gerente de e-commerce
    Gerente de meio ambiente
    Gerente de aquisição
    Gerente de contas
    Gerente de projetos
    Gerente de engenharia elétrica

    16 peças, como no xadrez. Porém, o jogo de xadrez em si é muito limitado para aplicar às pessoas, temos então que usar de outros conceitos como os da Arte da Guerra (conselhos de Sun Tzu são valiosos).

    Digamos que você seja um diretor de uma multinacional como no exemplo, que ela tenha ai suas 2.000 pessoas trabalhando na matriz dessa empresa.

    São 16 gerentes que fazem parte dessa empresa (mas não considere que são somente estes gerentes que existem na empresa, mas sim os que o exemplo nos dá para termos ideia do que fazê-los com eles). Esse exemplo cabe aos 16 gerentes.

    Como todos nós sabemos um diretor deve controlar toda essa gente para se chegar aos objetivos e projetos necessários para a empresa no minimo crescer e continuar no mercado, caso contrário, se o diretor não for bom, simplesmente a empresa tende a falir e o presidente dela não vai gostar nada disso. O diretor deve sempre ser instruído pelo presidente ou melhor, dialogar muito com ele para encaixar a melhor ação possível que favoreça tanto o gosto do presidente quanto o que é necessário. Mas sem sombra de dúvidas que o presidente, como não sabe NADA DO QUE REALMENTE OCORRE NA PRÁTICA DENTRO EMPRESA, deva interferir no que o diretor da empresa tem estudado a fundo para suprir a necessidade da empresa, então, o diretor jamais deverá deixar ser levado por coisas que o presidente quer por “achar ser bom para a empresa dele”. 1 + 1 é 2 então, não adianta o presidente dizer ao diretor que “deve ser feito dessa forma” em questão de interferir internamente nos projetos em andamento ou que entrarão em andamento. Diretores devem tomar muito cuidado com isso, caso contrário os projetos que precisam ser concluídos para melhorar a empresa de forma, a principio interna, e posteriormente melhorar a empresa externamente vai atrasar ou simplesmente não serem feitos, ai o perigo começa a surgir, tanto para você quanto para a empresa, e o presidente vai colocar a culpa em quem? claro! em você, diretor!. A questão é simples, convencer o presidente das necessidades que você e seus gerentes tem estudado a fundo é imprescindível para que o presidente veja que há prioridades a serem feitas e que as vontades dele que não correspondem com a realidade da necessidade da própria empresa dele. Não são, em princípio, cabíveis naquele momento. Posteriormente pode se chegar a uma negociação sobre o que o presidente sugeriu para sua empresa, mas como na vida tudo tem sua hora, é preciso então seguir essas dicas para prevenir perder tempo com ações sem urgência. Então, você diretor, não deixe o presidente interferir nos projetos de extrema importância para a empresa, siga em frente, termine o mais rápido possível e volte sua atenção para o presidente e suas sugestões e idéias.

    Como proceder então com os gerentes da lista acima?

  • O projeto é implementação de uma nova estrutura de produção, seja ela qual for, tipo, uma nova tecnologia
  • Nesse caso, os principais gerentes em jogo serão, claro:

    Gerente de produção
    Gerente de Custos
    Gerente de Qualidade
    Gerente de Finanças/financeiro
    Gerente de T.I
    Gerente de Segurança do trabalho
    Gerente de Almoxarifado
    Gerente de aquisição
    Gerente de contas
    Gerente de projetos
    Gerente de engenharia elétrica

    Gerente de produção

    Antes mesmo de começar o processo de implementação. Todos os supervisores deverão já saber com antecedência como proceder/manusear/know-how da nova tecnologia que será implantada. Essa sem dúvida é a etapa mais importante para não gerar desmotivação por parte dos funcionários na hora de trabalhar com essa nova tecnologia.
    O segundo passo é sem dúvida o gerente de produção aprender a desenvolver novos cálculos que a nova estrutura vai exigir dele para, claro, já se preparar para otimizar o máximo o seu trabalho com essa nova tecnologia. Para isso deverá dialogar com os principais gerentes envolvidos que são: gerente de almoxarifado, gerente de qualidade, gerente de engenharia elétrica. Afinal, o gerente de produção tem que mostrar resultados otimizados, e a empresa não é somente o umbigo dele, é preciso dialogar e ver o que é o melhor a ser feito para gerar resultados otimizados, produzir com o menor custo, perda, refugo, desperdício possível. Tem que haver a melhor matéria prima a um custo equivalente aos resultados positivos que ele precisa obter. O diretor está orientando os gerentes nesse momento, encontrando soluções para facilitar a vida dos gerentes envolvidos até então. No caso do gerente de engenharia elétrica vai usar o melhor componente, durável, estável e também econômico para gerar energia para a nova estrutura e também vai acomodar a atual estrutura energética da empresa toda para receber essa nova estrutura e o diretor precisa facilitar a vida dele também.

    Gerente de custos

    Nesse passo o gerente de custos é essencial. Mas não ele em si, mas sim outro gerente junto dele como o gerente de aquisição. O gerente de almoxarifado tem apenas a competência em organizar, estocar e se quiser auxiliar o gerente de aquisição em encontrar materiais mais baratos para comprá-los, mas na minha opinião a principal função de um gerente de almoxarifado gigante é acomodar de forma organizada os materiais para facilitar encontrá-los e também assegurar a integridade deles e também fazer o mínimo de estoque possível (para isso deve dialogar com o gerente de produção) para não prejudicar o fluxo de caixa da empresa (gerente financeiro agradeceria se todos os gerentes de almoxarifado fizessem isso).

    Gerente de aquisição, meio ambiente, T.I, contas, departamento pessoal e os demais da lista toda

    Todos, sem exceção, já estarão cientes da nova tecnologia de produção e isso mexe com toda a empresa. O gerente de marketing já se prepara para impulsionar as vendas criando motivos para comprarem os produtos/mercadorias/serviços dessa empresa devido a essa nova estrutura de produção. O gerente de e-commerce já prepara campanhas online para vender mais e também dar motivos para as pessoas comprarem (sendo auxiliado pelo gerente de marketing). O gerente de aquisição já prepara todo o material para dar apoio a nova estrutura (em diálogo com o almoxarifado e com o gerente de custos e financeiro), tudo tem seu momento certo para comprar, então o fluxo de caixa deve estar em conformidade com isso e também os custos do material. Nesse caso dos custos não é somente a compra dos materiais mais sim também o consumo da máquina, despesas e tudo mais. Afinal, os colaboradores precisam trabalhar as horas certas para não gerar tantas horas extras para se terminar o trabalho com o uso da nova tecnologia implementada. O RH e o departamento pessoal já estão preparados também para contratação e, infelizmente, demissão daqueles que não se adaptaram a essa nova mudança.

    O diretor então acompanhará todo esse diálogo e essas minuciosidades para facilitar a vida dos gerentes e assim completar a implementação. Este diretor certamente sabe controlar, organizar, gerenciar e principalmente liderar! as chances de entrar tudo no prazo são altas. Mas o diretor, claro, jamais deverá colocar a mão na massa, afinal, ele é um diretor, não um supervisor ou gerente, deve sim então controlá-los para um objetivo, assim como um estrategista!


    Qual a diferença entre eficiência e eficácia

    Os graduandos em administração de empresas, boa parte deles, não sabem a diferença entre eficiência e eficácia. Não é preciso entrar no mérito das matérias de administração de empresas para poder explicar essa diferença, o que significam e a relação das duas. Mas se dermos exemplos fica fácil de entender.

    Exemplos de eficácia e eficiência

    Digamos que um mecânico queira encontrar um meio de aumentar o desempenho de um motor. Ele percebeu que se ele trocar um componente do motor por outro mais novo o motor passa a ter um desempenho melhor. Se antes o mesmo motor consumia 1 litro de combustível a cada 20km, o motor agora faz 22km com 1 litro de combustível e ainda consegue locomover um carro numa velocidade maior.

    Nesse exemplo acima, vimos que se o mecânico trocar um componente do motor ele se tornará mais econômico e também mais veloz, ou seja, será mais eficiente. Mas, se o mecânico não tivesse trocado o componente por um mais novo, o motor funcionaria normalmente e faria o trabalho dele da forma esperada, então ele seria eficaz.

    Outro exemplo, envolvendo pessoas agora.

    Imagine que João e Maria tiveram que fazer um mesmo trabalho de vender apólices de seguro de porta em porta. A meta de cada um era vender por dia pelo menos 1 apólice de seguro. Sabendo que João vendeu 30 no mês e Maria 40 no mesmo mês, podemos concluir que João foi eficaz e Maria eficiente. Pois a meta era vender pelo menos 1 por dia e Maria vendeu 40 no mês, considerando o mês tendo 30 dias isso significa que Maria vendeu em alguns dias no mês mais de 1 apólice de seguro, enquanto João foi eficaz, vendeu o que estava estabelecido na meta, o mínimo possível.

    Conclusão eficiência e eficácia

    Ser eficaz é entregar um trabalho no prazo e na qualidade pré-estabelecida, e ser eficiente é ter um melhor desempenho em um dos dois ( tempo ou qualidade ). Embora poderá ser melhor em tempo e qualidade ao mesmo tempo para ser considerado eficiente também.


    Fundamentos da administração teoria e prática

    administração é o processo de planejar, organizar, liderar e

    Dica de Livro sobre Fundamentos da administração teoria e prática e opinião pessoal

    “Controlar o trabalho dos membros da organização, e de usar todos os recursos disponíveis da organização para alcançar objetivos estabelecidos” esta é uma das definições encontradas em livros e pela Internet sobre conceito de administração que é de Stoner & Freeman, 1999. O conceito de administração pode ser este, mas na prática…como todos nós sabemos, as coisas são diferentes. Usar todos os recursos disponíveis da organização ? isso é para quem é bom mesmo. Um administrador convencional ele pode enxergar alguns pontos positivos para alcançar objetivos já estabelecidos por ele através do planejamento que nasce com a captação de dados e informações importantes da empresa, usar uma análise SWOT é excelente para começar a acrescentar dados no planejamento que tem como principal objetivo alcançar objetivos para melhorar a empresa em todos os aspectos.

    Fundamentos da administração na prática

    O administrador que possui anos de experiência profissional na área , certamente, conseguirá colocar em prática as teorias aprendidas em sala de aula na época de faculdade ou até mesmo novas teorias aprendidas em um mestrado ou doutorado, mas só poderá utilizar de todos os pontos fortes e das oportunidades a favor da empresa no cenário externo e interno se e somente se estiver em uma posição certa no momento certo. Não adianta ser um profissional excelente para administrar sendo que não há autoridade para agir. Se for assim, uma simples consultoria é o suficiente nesses casos.

    Quando você estiver estagiando ou trabalhando em uma empresa na área administrativa ou em alguma área da empresa que o formado ou formando em administração pode atuar, saberá que nem 10% do que aprendeu em sala de aula conseguira colocar em prática na empresa. Então, há uma falha no ensino universitário. Precisamos entender que é preciso sim, aprender contabilidade, finanças, gestão de pessoas, Marketing… mas não colocaremos em prática tudo o que aprendemos em sala de aula. Só para aqueles que gostam das exatas que não poderão fugir do que aprenderam de sala, sabemos que 1+1 = 2 mas precisamos considerar que hoje em dia há diversos softwares empresariais que fazem todo esse cálculo contábil e financeiro, softwares que muitas vezes não aprendemos a mexer em sala de aula ou aulas práticas. Então os universitários estão em um empasse, na sala de aula aprendem uma coisa, que geralmente é do passado, e nas empresas precisam aprender sistemas e outras novidades as pressas para estarem competitivos no mercado de trabalho e manter seus empregos ou estágios. Então, o que vale é a sua capacidade cognitiva para aprender/reter o máximo de conhecimento possível para seu crescimento profissional, mesmo que não tenha a ver com o curso ou área que está, devemos sempre ter nossas mentes abertas para aprender o que as empresas tem a nos oferecer e, com base nesse conhecimento, propor a elas melhorias em seus sistemas de gestão, sistemas financeiros e cultura empresarial.

    Opções de livros para fundamentos da administração

    Fundamentos da administração teoria geral evolução das idéias da administração funções do processo de administração

    Este livro apresenta uma versão sumarizada de dois assuntos principais: teoria geral da administração (evolução das idéias da administração) e funções do processo de administração (planejamento, organização, liderança, execução e controle). Foi planejado como texto de uma disciplina introdutória com um semestre de duração, oferecendo aos professores a possibilidade de montar a grade que enfatize os temas de sua preferência. Com 17 capítulos, a obra está organizada em quatro partes, seguindo uma concepção inovadora no estudo da administração de organizações.

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    Fundamentos de Administração para Comércio Exterior, Gestão Comercial, Gestão da Qualidade, Gestão de Cooperativas, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira, Gestão Pública, Logística, Marketing etc..

    Este livro é para graduandos tecnólogos em comércio exterior, gestão comercial, gestão da qualidade, gestão de cooperativas, gestão financeira, gestão de recursos humanos, gestão pública, logística, marketing, negócios imobiliários, processos gerenciais, secretariado, gastronomia e gestão de turismo… muita coisa mesmo. E claro, há também conteúdo para quem está se tornando bacharel, independente da área, que precise de uma abordagem conceitual sobre Teorias da Administração e dos Processos de Gestão em diferentes tipos de empreendimentos.

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    Obs: Indico estes livros mas saibam, eu não tenho eles e só li o sumário e com base na minha experiência, pois sou formado em administração, gostei bastante do conteúdo proposto, se eu estivesse precisando saber mais sobre fundamentos da administração compraria estes livros com segurança.

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